
As mulheres querem que os homens adivinhem, sintam, farejem os seus desejos e vontades e antecipem essas realizações.
Bem-aventurados os que descobrem que elas estão a fim de uma viagem à montanha e levam-nas à montanha;
Bem-aventurados os que sabem que elas não agüentam mais aquele velho boteco e levam-nas a um japonês decente;
Bem-aventurados os que sabem que elas gostam de novidades e detestam quando os garçons nos dizem “o de sempre, amigo?”
As nossas mulheres querem que tenhamos olhos só para elas.
No que, aliás, foram contempladas biblicamente pelo décimo mandamento das tábuas da lei entregues por Deus a Moisés: não cobiçarás a mulher do próximo blábláblá etc.
As mulheres querem que alternemos momentos de homens sensíveis e momentos de lenhadores. E nós, na gana da obediência e do agrado, somos lenhadores quando nos queriam sensíveis e vice-versa, ê comédia de erros, velho camarada William. Sempre assim, tipo onde queres Leblon sou Pernambuco... onde queres romance, rock'nroll...
As mulheres querem que reparemos no novo corte de cabelo, mesmo que a alteração tenha sido mínima, tipo só uma aparada nas pontas.
O radar capilar tem que acender a luzinha, sem falha, na hora, se liga! Se for luzes, entonces, cruzes!!!
As mulheres não toleram que viremos de lado e já nos braços de Morpheu depois da saudável prática da conjunção carnal.
As mulheres querem carinho e entusiasmo, embora saibam que o único animal que canta e se anima depois do gozo é o galo, esse tarado pernalta incorrigível, incomparável.
As mulheres querem... massagem. Muita massagem. Primeiro nas costas, depois nos pés e sempre no ego.
As mulheres querem... molhinhos agridoces. Como elas se lambuzam lindamente!
As mulheres querem... flores e presentes.
Não caia, jovem mancebo, nesse conto de que mulher gosta é de dinheiro.
Se assim o fosse, amigo, os lascados de tudo não teriam nenhuma, nunca, jamé.
Repare que até debaixo do viaduto está lá a brava fêmea na companhia do desalmado.
Ela e o cachorrinho magro, só o couro, o osso e a fidelidade.
O que vale é a devoção, amigo.
Mesmo que você seja mais liso que os mussuns do tempo em que tomava banho de canal no Recife, pobre de marre-marré, pode muito bem presentear uma bijuteria de R$ 1,99 com a devoção e a dramaturgia de uma jóia da Tiffany´s _vide “Bonequinha de Luxo”, o filme.






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