
Sei que à distância você me observa, mas não se aproxima.
Noto que você me assiste, mas não me adverte.
Sou envolvida pela brisa que emana do seu aconchego.
Fico impregnada pelo seu cheiro, mas quando me aproximo ele se esvai.
Tento roçar em suas mãos, mas elas se dispersam, quando sinto que vou tocá-las.
Se sinto que estou próxima de te encontrar, algo me impele a mudar de direção.
Sinto-me invadida, mas não violentada.
Sou testemunha, e ao mesmo tempo vítima.
Estou condenada, e só você pode me dar o indulto: a sua companhia!





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