Ana Marisa


10/11/2007


Aquela mesa comprida!

 

Às vezes paro para pensar na imensidão de pessoas, que habitam esse planeta e que fazem o que precisa ser feito para viver e tocar a vida em frente.

Numa dessas vezes, me veio à lembrança o tempo em que meu pai, para sustentar seus filhos, se levantava às 5 horas da manhã prá percorrer mais de 20 kms até à fazenda, prá trazer o leite de vaca, que era ordenhado todas as manhãs.

Seus passos de botas encharcados de barro, ou de estrume, eram ouvidos na escada que dava acesso a cozinha da casa.

Imediatamente, deixávamos nossos afazeres e brincadeiras, para ir correndo abraçá-lo e ajudá-lo a carregar a cestinha de ovos, sempre cheia e o galão de leite cru.

Éramos pequenos demais para entender a imensidão desse seu gesto.

Não tínhamos capacidade para entender porque precisava ser feito o que tinha que ser feito.

Minha mãe o esperava ansiosa, por vezes, preocupada  se demorasse mais que o habitual.

Suas obrigações diárias a impediam de acompanhá-lo: os filhos, as tarefas domésticas, coisas que valorizava por demais.

Sempre valorizou a família e sua união.

Lembro daquela mesa comprida, seja no jantar ou no almoço, sempre cheia, éramos 9 irmãos,  onde sempre se expunham as peripécias do dia de um e de outro.

Meu pai na cabeceira, minha mãe à sua direita e os manos enfileirados pelas cadeiras de madeira em série.

Que mesa comprida!

Até hoje não sei dizer quantos metros tinha.

Naquela mesa comprida, cresci, me alimentei ( sou fortinha!),enxuguei lágrimas, discuti assuntos sérios, outros nem tanto!

Naquela mesa comprida fui pedida em casamento.

Na mesma mesa, troquei toalhas de Natal e de Ano novo.

E os anos passaram...

Aí nessa mesma mesa, aprendi a admirar a minha mãe, pela sua enorme capacidade de se doar, por cada um de seus filhos e netos, e a meu pai, pela sua garra, sua tenacidade e sua firmeza em nos criar e educar.

Não sei quanto isso custou a eles.

Acho que nunca saberei.

Hoje, não tendo uma mesa tão comprida, pois só tenho 2 filhos à mesa, percebo que minhas opções foram corretas, e  que a base que tive de meus pais, foi fundamental para sermos o que somos hoje: uma família de mesa pequena!

Percebo que fazendo o que tem de ser feito por nossa família e por nossos entes queridos, nos sentimos mais nobres e mais propensos a seguir essa marcha de vida, apesar dos percalços.

 

 

Escrito por anama às 17h37
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09/11/2007


TEXTO IMPROVISADO!

Perguntaram-me, outro dia, se o que escrevo tem relação com o meu dia a dia.

Nem sempre!

Às vezes, o que escrevo nada tem a ver comigo.

Surge de repente, na minha cabeça.

Por vezes, alguém sem querer, dá o mote para que eu o desenvolva.

As palavras não precisam de um motivo para criar vida, basta expressá-las.

Muito embora baste, às vezes, uma amolação qualquer para que se crie um texto.

Ou uma alegria!

Para tanto, uma caneta, um papel ou um simples teclado.

Viu só?

Saiu.....

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por anama às 21h07
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07/11/2007


Gente boa e gente ruim!

 

É impressionante  a capacidade que as pessoas tem de nos humilhar.

Como se humilhar alguém lhes desse alguma satisfação.

Será que dá?

Muitas vezes a gente se sente humilhada com um simples olhar mal dado.

Ou com um gesto bem feito!

Existem pessoas que brincam com os defeitos dos outros, sem se dar conta que podem estar tocando na ferida do outro.

Ou será que dão conta?

O mundo das pessoas ruins é outro.

É um mundo à parte.

Deveria ser um mundo só deles, para que eles se digladiassem se mordessem e se trucidassem.

Que bom seria se houvesse um mundo só dos bons...

Apesar de que existe gente com bagagem boa e gente com bagagem ruim.

Às vezes me perco pensando qual seria o meu mundo.

Nessa louca vida, sendo pisoteada, acredito que acabei ficando do outro lado.

Num mundo ruim!

 A vida me fez ficar do outro lado.

Escrito por anama às 18h49
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04/11/2007


 

Eu me senti assim quando minha filha foi embora de casa para estudar....

E, daqui a pouco , para casar...

" Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos.

 É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.

Crescem sem pedir licença à vida. Crescem com uma estridência alegre,e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias de igual maneira. Crescem de repente....

Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos.

Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.

 Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.

 Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas... "

Escrito por anama às 23h09
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O amor nunca sai de moda porque o amor faz a diferença nesse mundo.

Sem ele o homem é passageiro, a vida é breve e a felicidade é falsa!

Escrito por anama às 22h19
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