Ana Marisa


08/09/2007


Veneno!

 

Quando sinto que a dor é muito forte e que talvez, não vá agüentá-la, eu aprendi com o tempo, a não me deixar abater.

Procuro me concentrar nas coisas que não me causariam dor.

 E, não me sinto dolorida!

Admito que dói , deixo que tome conta de mim, e consinto que passe.

Descubro que não sou imune a seu veneno, mas que posso blindar minha mente e me defender dos seus ferrões.

Aprendi que posso confiar um pouco mais no momento que estou vivendo e assim amortecer a dor.

Reconheço que não tenho o controle do tempo, que faz passar a dor, nem da vida, que faz passar o tempo, mas posso tirar proveito disso.

Sinto que posso ser íntegra, mesmo sentindo dor.

Sinto que posso ser alegre e lucrar com essa alegria, sem pensar nas esperanças e nas possibilidades de decepção.

Sinto que a dor nem sempre me vence!

É aquela história: tem que tomar um pouco do veneno para ficar imune !

 

Escrito por anama às 14h23
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06/09/2007


Se...!

 

Se, de repente você perceber a minha ausência, me procure.

Se, por acaso sentir a falta do meu abraço, ainda estou aqui.

Se, escutar a minha voz  mesmo quando eu não estiver por perto, me responda.

Se, quando estiver dormindo, minha imagem aparecer nos seus sonhos, acorde.

Se, atender ao telefone e não ouvir a minha voz pode ser engano ou não.

Se, não reparar nesses pequenos gestos de rotina, pode ser tarde demais...

Escrito por anama às 20h48
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04/09/2007


 

Sou pelo pranto, o suor e o riso.

Sou pela sabedoria, a experiência e a prática.

Sou pela consciência, a cautela e o bom senso.

Sou pela afeição, a ternura e o afeto.

Sou pela decisão, a eternidade e o silêncio.

Não necessariamente na mesma ordem!

 

Escrito por anama às 08h45
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03/09/2007


Coisas de mãe!

 

De um momento singular, fez-se um momento único.

Neste dia uma mãe poderia dizer muita coisa para um filho.

Das longas noites passadas sem dormir por causa de uma febre.

Das inúteis discussões por causa de uma longa espera pela madrugada dentro.

Das infinitas vezes, em que se usou a palavra juízo, como se um jovem soubesse o que é ser ajuizado.

Só o tempo lhe ensina!

Das vezes em que se procurou ser imponente e dominadora e não houve entendimento.

Das vezes em que se aprendeu com os erros...

 Ninguém nos ajudou a não errar...

O caminho do erro, muitas vezes, se apresenta como o caminho mais fácil!

Sempre achamos que estamos acertando, porém podemos estar errando....

Quando um filho se vai, parte dela se vai junto.

Quando um filho retorna, ela disfarça a emoção num pranto sentido.

Quando um filho sofre, ela suporta a dor como se fosse sua.

Quando um filho se torna pai...

É que realmente entende uma mãe!

Escrito por anama às 16h24
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