
Já se disse que o tempo é um artista, que ele vai modelando nosso corpo, nosso rosto, nossas mãos.
No rosto, as marcas das vitórias e das derrotas, das angústias e das ansiedades.
Nas mãos, o peso dos carinhos e dos afagos que recebemos.
No corpo todo o acordo mútuo da natureza com o que Deus nos deu.
Aos poucos nosso porte vai se alquebrando.
Nossos olhos, que vêem tudo com emoção, já retiveram muitas lágrimas, é verdade, mas já brilharam intensamente de contente.
O tempo corre, implacávelmente.
O que era Ontem, não é mais, é Hoje, e o Hoje, será Amanhã.
É a corrida cruel e inflexível dos minutos, pela escadaria dos anos a fora.





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