
Qualquer pessoa sensível pode ver a alma da gente nas poesias que escrevemos.
Fernando Pessoa afirma:-
"O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir, que é dor.
A dor que deveras sente."
O verdadeiro sentimento do poeta está no poema, mas está também imbutido nele a dor da outra pessoa que o lê, percebida pelo poeta.
Depois de feita, a poesia não pertence mais ao poeta, ela se torna independente, ela agora é do mundo.
Quando falamos da própria dor, a gente associa a dor de outras pessoas e assim o sofrimento se torna universal.
Ser poeta é Ter sensibilidade, criatividade e gosto de pensar em liberdade.
Proibir o poeta de escrever é bloquear o trabalho interior que vai dentro da alma de cada um.
De boca fechada, ninguém influencia ninguém.
Daí, a identificação de quem lê uma poesia, a sincronia entre o que você sente e o que você lê.
Muitas vezes, uma pessoa se identifica com as idéias e palavras de uma poesia, que chega a externar isso fisicamente, através de risos e lágrimas.
A poesia é exatamente isto: a transparência de sentimentos...
Nem sempre nos identificamos com uma poesia.
Às vezes, ao nos depararmos com algumas palavras, elas não nos tocam, não nos atingem, e isso, não necessariamente, significa, que o autor não conseguiu seu objetivo, mas sim que quem a leu, não tem nada em comum com o autor. Assim como podemos não nos identificar com alguém numa primeira conversa
A poesia serve para animar, para reanimar, para levar alento ou até mesmo para entreter as pessoas.
Assim como a música, a poesia pode fazer-nos transpor etapas de sentimentos:- De tristezas passamos a Ter alegrias; De ansiedade passamos a Ter tranqüilidade; De ilusões passamos a Ter sonhos.
Poesia e loucura todo mundo faz um pouquinho.