Ana Marisa


13/10/2006


Meu martírio!

 

 

 

 

Meu martírio é uma dor.

É como se ele quisesse se dispersar...

Precisando de um lugar para se instalar.

No entanto, ele fica vagando por aí.

 

É algo do qual quero me desembaraçar

Mas que me prende com elos de dor.

Está suspenso nos ares,

Está entranhado no meu corpo.

 

Meu martírio não é você,

Meu martírio não é a vida,

Meu martírio sou eu!

Escrito por anama às 09h48
[ ] [ envie esta mensagem ]

11/10/2006


Maré baixa

 

 

No fundo da minha vida vejo um oceano

Mil caracóis, ondas flutuantes, doce enlevo do mar,

Mil caranguejos, que perderam a cabeça.

Mil poemas dispersos e sem cor a navegar!

 

Vejo o navio enorme e veloz, e mãos acenando,

Na terra e no mar o sol se detém,

Lá longe, espreita os olhos maledicentes da noite.

Só, no meu peito, barulho, marujo e água a rolar...

 

Escrito por anama às 14h08
[ ] [ envie esta mensagem ]

08/10/2006


Perguntar não ofende!

 

 

 

 

 

Porque a vida é assim?

Porque o que é bom, logo se esvai?

Porque a saudade existe?

Enchendo o peito de “ai”?

 

Porque a vida nos nega?

Tudo que nos satisfaz?

Porque a felicidade eterna

Passa e nos deixa sem ar?

 

Porque existe passado?

E a lembrança que nos consome?

Porque tanta fartura de um lado?

 Se do outro, existe tanta fome?

 

Porque o amor se acaba?

Trazendo-nos tanto mal?

Porque existe o sincero?

Se o hipócrita é fatal?

 

Porque existe a segunda feira,

Se o domingo é tão bom!

Porque existe o silêncio?

Se é tão evidente o  som?

 

Perguntar não ofende!

 

 

Escrito por anama às 16h27
[ ] [ envie esta mensagem ]

Histórico