Ontem eu me senti como um saco vazio, algo assim que a gente tenta sustentar, mas em vão.
Minha vida tem sido em vão e meu sentimento é a única coisa, que ainda se mete a ficar em pé.
Eu não sei por que ainda não caiu. É em fruto podre, já fora da estação, que insiste em secar dependurado no galho.
Pô, meu sentimento teve raízes de seringueira, infincado no mais fundo de mim mesma, ele vai partindo, rachando os alicerces, sem respeitar seus limites, suas fronteiras.
Meu sentimento não morre nunca, para tanto, talvez seja preciso fazer o abate, como quando as árvores ressecam ou se alastram demais.
Sim, para morrer um sentimento é preciso matá-lo!
Havia uma certeza e havia uma dúvida!
Havia um desespero angustiado e uma esperança cansada!
Havia um amor que existia e restou uma saudade esquecida!
A quem recorrer?
A quem desabafar?
A quem pedir?
Porque chorar se tudo está tão bem?
Porque esse sorriso sem alegria?
E esses olhos, sem cor, nem expressão?
Porque nem um ombro para chorar?
A quem pedir um ombro emprestado?





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